Quarta-feira, 29 de Julho de 2026 | Maputo, Moçambique
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António Muchanga exige congresso extraordinário na RENAMO e estabelece prazo até Novembro

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Política
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O antigo porta-voz da RENAMO, António Muchanga, intensificou as pressões contra o actual presidente do partido. Ele exige a convocação urgente do Conselho Nacional para agendar um congresso extraordinário.

Além disso, o político estabeleceu o mês de Novembro como limite para resolver a crise interna. Na sua visão, a maior força de oposição do país está a perder espaço político de forma acelerada.

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Mobilização política na província de Inhambane

A contestação ganhou força durante a passagem de Muchanga pela autarquia de Vilankulo, na província de Inhambane. Anteriormente, o quadro político já tinha percorrido os distritos de Zavala, Morrumbene e Massinga.

Consequentemente, o antigo deputado tem mobilizado as bases para forçar reformas na direcção. Ele aproveitou os resultados eleitorais municipais para demonstrar a vitalidade dos membros locais perante a estagnação do topo.

Por conseguinte, Muchanga defende o funcionamento regular dos órgãos estatutários do partido. O político assegura que a ausência de reuniões do Conselho Nacional agrava a crise na organização.

Acusações sobre a perda de espaço político

Entretanto, as críticas de Muchanga a Ossufo Momade não são recentes. Em Maio e Julho passados, o ex-porta-voz já defendia publicamente a renúncia do líder partidário.

Ademais, o diferendo interno chegou a envolver acções judiciais após a suspensão temporária de Muchanga. O tribunal acabou por anular essa sanção aplicada pela direcção.

O político fundamenta a urgência do congresso com a necessidade de reestruturação eleitoral. Segundo ele, o partido precisa de tempo suficiente para se preparar para os próximos pleitos.

Apelo à transição na liderança partidária

Neste contexto, Muchanga pediu aos quadros locais que orem pelo reconhecimento de erros por parte da liderança. No entanto, o dirigente reforça que a reconciliação exige a mudança imediata do comando.

Paralelamente, contestadores acusam Momade de manter silêncio perante crises nacionais relevantes. Entre os temas citados estão o terrorismo em Cabo Delgado e o elevado custo de vida.

A insatisfação aumentou após os resultados das eleições gerais de 2024. O partido perdeu o estatuto de principal força da oposição parlamentar, intensificando o debate interno.

Histórico e cenário de incerteza

Ossufo Momade assumiu o comando da organização após a morte de Afonso Dhlakama em 2018. Subsequentemente, obteve a eleição formal no congresso realizado em Janeiro de 2019.

Atualmente, diversos sectores partidários, incluindo antigos combatentes, exigem a renovação dos quadros. A decisão final depende agora da capacidade de mobilização dos opositores internos até Novembro.

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