Crise operacional na LAM provoca paralisação de aeronaves e atrasos em voos
A crise operacional na companhia de bandeira nacional, Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), atingiu novos contornos na sequência de falhas técnicas e constrangimentos financeiros que paralisaram aeronaves recentemente integradas na frota da empresa.
Numa denúncia pública apresentada pelo activista de direitos humanos Adriano Nuvunga, foram expostos incidentes operacionais recorrentes envolvendo as aeronaves do modelo Embraer. O documento critica igualmente a postura de silêncio mantida pelo Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM), autoridade reguladora do sector aeronáutico no país.
Conteúdo Relacionado:
Segundo a imprensa local, a degradação dos serviços ficou evidenciada no passado sábado, 12 de Setembro, quando a aeronave denominada ‘Limpopo’ não conseguiu descolar após ter entrado na pista. Simultaneamente, o avião ‘Zambeze’ permaneceu retido na cidade de Dar-es-Salaam devido à indisponibilidade de fundos por parte da transportadora para o pagamento de combustível, tendo o representante comercial local recorrido a meios próprios para viabilizar a ligação aérea com destino a Pemba.
A posição pública levanta sérios questionamentos sobre a transparência da gestão financeira da empresa estatal, que anunciou recentemente lucros na ordem dos cinco mil milhões de meticais, contraste que se opõe à incapacidade de honrar compromissos operacionais básicos. É exigida a intervenção urgente dos órgãos de fiscalização para a realização de inspecções técnicas independentes e o esclarecimento sobre a validade dos certificados de aeronavegabilidade e o histórico de manutenção da frota.
Deixe um comentário