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Crédito à economia angolana atinge 6,9 mil milhões de euros em Junho

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Economia
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Crescimento do crédito no sector financeiro

O volume de crédito bancário concedido à economia angolana atingiu 6,9 mil milhões de euros no mês de Junho. Este montante representa um aumento significativo de 12,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

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De acordo com dados estatísticos oficiais, o financiamento bruto ao sector não financeiro alcançou 8,7 mil milhões de euros. Consequentemente, este indicador registou uma subida de 15,6% em relação ao período homólogo.

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Distribuição dos recursos por sectores

O banco central angolano revelou que o sector privado absorveu a maior parte dos recursos. As empresas privadas e os cidadãos particulares receberam 85% do valor total disponibilizado.

Por outro lado, o sector público ficou com os restantes 15% do crédito bruto. Esta parcela contempla o financiamento destinado à Administração Pública e às empresas estatais.

Desempenho do sector real da economia

O sector real da economia também registou uma evolução positiva no período em análise. O montante financiado para este segmento totalizou 1,9 mil milhões de euros.

Portanto, houve um crescimento de 30,3% face ao período homólogo. As indústrias extractivas impulsionaram maioritariamente este resultado, ao registarem uma variação positiva de 47%.

Impacto das normas regulatórias no financiamento

Além disso, as operações realizadas ao abrigo do Aviso n.º 10/2024 somaram 1,3 mil milhões de euros. Esta directiva exige que os bancos comerciais concedam crédito às empresas, sob pena de aplicação de multas.

O valor injectado através desta medida representa 71,3% do total concedido ao sector real. Da mesma forma, o montante equivale a 15,6% da carteira de crédito bruto de todo o sistema bancário.

No entanto, a agricultura e a indústria transformadora lideraram os novos aumentos de financiamento. Os projectos agrícolas e pesqueiros cresceram 20,5%, enquanto a indústria transformadora subiu 17,3%. Em suma, estes desempenhos compensaram a retracção de 19,2% observada no subsector das indústrias extractivas ao abrigo desta norma.

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