Contas de moeda electrónica superam banca tradicional em Moçambique
O número de contas de moeda electrónica em Moçambique atingiu 130,9 por cada 100 adultos no segundo trimestre deste ano, fixando-se num nível quase quatro vezes superior ao das contas bancárias tradicionais, que registaram 33,8 por cada 100 adultos. Os dados constam do mais recente relatório de indicadores de inclusão financeira divulgado pelo Banco de Moçambique.
Segundo a informação estatística, as Instituições de Moeda Electrónica (IME) — representadas no país pelas plataformas M-Pesa, e-Mola e M-Kesh — continuam a liderar a expansão dos serviços financeiros móveis através de telemóveis e da rede de agentes. No segundo trimestre, o número de contas destas instituições cresceu 4,1%, em comparação com a evolução de 1,3% nas contas bancárias mantidas junto dos 15 bancos comerciais a operar no território nacional.
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Em termos demográficos, os dados revelam igualmente um declínio na presença física da banca tradicional. A proporção de agências bancárias por cada 100 mil adultos reduziu de 3,76 no final de 2025 para 3,62 no segundo trimestre do ano em curso. No mesmo período, a quantidade de Caixas Automáticas (ATM) cifrou-se em 6,43 por 100 mil adultos, reflectindo uma contração de 1,1%.
O relatório assinala ainda disparidades no acesso por género. No segmento da moeda electrónica, registam-se 144,7 contas por cada 100 homens adultos, perante 118,5 contas por cada 100 mulheres. Na banca tradicional, a discrepância é mais pronunciada, com 44,8 contas bancárias por 100 homens, contra 21,8 por 100 mulheres. Quanto à penetração de cartões bancários, o indicador fixou-se em 18,3 por cada 100 adultos, mantendo-se significativamente abaixo dos serviços financeiros móveis.
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