Auditor abstém-se de emitir opinião sobre contas do Banco de Moçambique
A empresa de auditoria independente Forvis Mazars absteve-se de emitir uma opinião formal sobre as demonstrações financeiras intercalares do Banco de Moçambique (BdM) referentes ao período findo em 30 de Junho. A entidade justificou a sua posição com o facto de ter realizado uma revisão limitada, cujos procedimentos possuem um alcance significativamente inferior aos de uma auditoria completa executada segundo as normas internacionais.
Segundo a imprensa local, os trabalhos desenvolvidos pela auditora consistiram fundamentalmente em indagações junto dos responsáveis pela contabilidade, finanças e gestão de risco do banco central, além da aplicação de procedimentos analíticos. Em função dessas restrições metodológicas, a empresa declarou não expressar uma opinião formal de auditoria sobre os referidos demonstrativos intercalares.
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Apesar de não emitir uma opinião global, a Forvis Mazars apresentou uma “conclusão com reserva” em relação aos resultados. O relatório aponta que continua por regularizar a matéria dos saldos devedores referentes a flutuações cambiais. De acordo com a Lei Orgânica do banco central, estes saldos deveriam ser assumidos pelo Estado moçambicano através da emissão de títulos de dívida pública a favor do banco, obrigação que não é cumprida pelo Estado desde 2005.
Adicionalmente, persistem limitações na validação da rubrica de flutuação de valores em moeda estrangeira, em virtude da incapacidade do sistema informático em extrair o mapa de reavaliação cambial por moeda. A auditora notou ainda que as demonstrações relativas ao período homólogo do ano anterior não foram submetidas a auditoria ou revisão. No entanto, o relatório do Banco de Moçambique indica um resultado líquido superior a quatro mil milhões de meticais até 30 de Junho.
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