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Conselheiro do presidente da FIFA demite-se em protesto contra venda de direitos do Mundial

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O conselheiro sénior do presidente da FIFA renunciou ao seu cargo com efeitos imediatos nesta sexta-feira. Carlos Cordeiro tomou a decisão para protestar contra a proposta de comercialização de uma percentagem das receitas do torneio.

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O antigo dirigente classificou a iniciativa como um mau negócio para a modalidade. Além disso, o ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos afirmou que não podia aceitar passivamente esta operação comercial.

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Detalhes da proposta da FFE

A organização internacional pretende criar uma nova empresa subsidiária chamada FIFA Forward Enterprise. Esta entidade está avaliada em 20 mil milhões de dólares. Consequentemente, a nova firma passaria a gerir o Campeonato do Mundo e outras competições importantes.

A entidade tenciona colocar até 20% do capital da nova empresa à disposição de investidores privados. Desta forma, a instituição procura angariar cerca de 4,2 mil milhões de dólares. No entanto, Cordeiro garantiu que não esteve envolvido na preparação deste plano polémico.

Alertas sobre o impacto para as federações

O ex-conselheiro questionou a necessidade desta operação financeira. Segundo o ex-banqueiro, a instituição possui reservas substanciais e não apresenta dívidas acumuladas. Portanto, a venda do activo mais valioso do futebol carece de justificação lógica.

As 211 associações-membro da organização têm até ao dia 19 de Setembro para deliberar sobre o projecto. Cordeiro alertou que as federações correm sérios riscos no futuro se aceitarem o modelo proposto. Adicionalmente, a entidade prevê arrecadar 15 mil milhões de dólares entre 2022 e 2026.

Trajectória do antigo dirigente

Carlos Cordeiro assumiu o posto de conselheiro sénior em 2021. Ele recebeu a missão de orientar a instituição em novas estratégias de crescimento financeiro. Anteriormente, o especialista construiu uma longa carreira na banca de investimentos internacional.

Ele trabalhou como vice-presidente no banco Goldman Sachs e possui mestrado pela Harvard Business School. O especialista reafirmou que a gestão desportiva possui fundos suficientes para apoiar o futebol sem alienar o seu património principal.

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