Quarta-feira, 22 de Julho de 2026 | Maputo, Moçambique
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Norte e Centro de Moçambique com Fraca Cobertura de Serviços Financeiros

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Economia
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O Banco de Moçambique revelou que as províncias do norte e do centro do país enfrentam sérias limitações no acesso aos serviços bancários. De acordo com o Relatório de Inclusão Financeira de 2025, as províncias de Nampula, Cabo Delgado, Niassa e Zambézia apresentam a menor cobertura de serviços financeiros no território nacional.

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Em contrapartida, a zona sul regista os maiores índices de cobertura, com destaque para a cidade e província de Maputo. Esta disparidade geográfica e demográfica compromete o desenvolvimento económico equilibrado destas regiões.

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O Impacto da Expansão Digital e as Desigualdades

O documento indica que a expansão dos serviços digitais permitiu que mais moçambicanos entrassem no sistema financeiro. Contudo, os benefícios deste crescimento continuam distribuídos de forma desigual entre as províncias e também entre homens e mulheres.

Entre 2024 e 2025, o número de pontos de acesso financeiro cresceu 36 por cento no país. Este aumento foi impulsionado principalmente pelas operadoras de moeda eletrónica. Apesar deste avanço, o crédito à economia registou uma queda significativa, fixando-se em apenas 19 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Além disso, persistem desafios estruturais profundos que impedem uma inclusão financeira mais abrangente. Entre as principais barreiras estão a baixa literacia financeira e digital, bem como as debilidades na proteção do consumidor.

Recomendações para Superar as Barreiras

Para inverter este cenário, a autoridade reguladora defende o reforço urgente de iniciativas de educação financeira. Estas ações devem focar-se nas características específicas de cada segmento da população moçambicana.

Consequentemente, torna-se necessário expandir a rede de agências bancárias e de agentes autorizados nas zonas mais desfavorecidas. O regulador recomenda também a promoção contínua dos pagamentos digitais para dinamizar a economia local.

Em suma, a consolidação do sistema financeiro nacional depende da implementação rápida destas medidas. Só assim será possível reduzir as assimetrias regionais e garantir um acesso mais justo ao crédito para todos os cidadãos.

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