Joaquim Chissano defende criação de uma cultura de não-corrupção em Moçambique
O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, defendeu a urgência de se consolidar uma cultura de não-corrupção em Moçambique, apontando a iniciativa como uma medida estrutural para travar os recorrentes casos de desvio de recursos na Administração Pública.
Na qualidade de figura ligada ao processo de paz no país, o antigo Chefe do Estado enfatizou que o combate à corrupção deve começar pela educação e pela transformação comportamental dos cidadãos, com foco especial nas crianças e jovens.
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O posicionamento surge num contexto em que o país continua a confrontar-se com escândalos de gestão danosa, destacando-se as recentes investigações em torno de alegadas irregularidades no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).
Segundo Chissano, a resposta ao problema não pode limitar-se à repressão e condenação dos actos ilícitos após a sua ocorrência. O ex-estadista sublinhou a necessidade de edificar uma consciência colectiva que rejeite práticas lesivas ao Estado, promovendo a integridade como um valor transversal a toda a sociedade moçambicana.
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