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CFM registam queda de 18% no transporte de passageiros em 2025

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Economia
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A empresa pública Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique enfrentou um período desafiante em 2025. Consequentemente, a estatal registou uma redução expressiva no transporte de passageiros em toda a sua rede.

Ao longo do ano, cerca de 5,6 milhões de utentes utilizaram os comboios de passageiros no País. Contudo, este volume representa uma queda de 18% em comparação com os números alcançados no ano anterior.

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Fatores que condicionaram o tráfego de viajantes

Diversos fatores operacionais e climáticos condicionaram a prestação do serviço público. De acordo com o relatório e contas da instituição, as intensas cheias nas regiões Sul e Centro provocaram severas interrupções na circulação ferroviária.

Além disso, a administração da empresa aponta outros constrangimentos relevantes. As instabilidades pós-eleitorais, a escassez de divisas no mercado nacional e a ocorrência de 104 descarrilamentos afetaram a regularidade das viagens.

Em termos absolutos, a transportadora transportou 5.598.812 passageiros durante o exercício de 2025. Em contrapartida, no ano de 2024, o registo tinha atingido 6.623.865 pessoas, o que equivale a uma perda superior a um milhão de viajantes.

Desempenho positivo no setor de carga

Por outro lado, a atividade ferroviária de mercadorias manteve uma trajetória ascendente. O sistema global transportou 29,6 milhões de toneladas de carga ao longo de 2025.

Esta marca corresponde a um crescimento de 8% em relação a 2024. No entanto, o volume total fixou-se ligeiramente abaixo das metas anuais estabelecidas pela direção da estatal.

Nas linhas geridas diretamente pela empresa, o transporte de mercadorias alcançou 14,3 milhões de toneladas. Portanto, a instituição registou um aumento de 11% nesta vertente específica.

Em relação ao setor portuário global, os terminais ligados ao sistema movimentaram 68,8 milhões de toneladas métricas. O valor representa uma subida de 4% face ao período transato.

Ainda assim, os terminais sob gestão direta sofreram um recuo de 14%. O volume manuseado caiu para 13,2 milhões de toneladas métricas.

Operações e gestão de recursos humanos

A empresa assegura a exploração direta das linhas de Ressano Garcia, Limpopo e Goba, na zona Sul. Do mesmo modo, controla o sistema ferroviário da Beira, que engloba as linhas de Sena, Machipanda e o ramal de Marromeu.

Além disso, a firma mantém a operação de oficinas ferroviárias e gere infra-estruturas portuárias que não estão concessionadas ao setor privado.

Até ao mês de dezembro, a transportadora mantinha 5.372 trabalhadores nos seus quadros. Durante o ano de 2025, 88 funcionários passaram à reforma, enquanto 1.548 colaboradores integraram ações de formação profissional.

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