CEM exige esclarecimento célere sobre a morte do Bispo Osório três meses após o crime
A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) apelou às autoridades judiciais do país para que esclareçam, com urgência, as circunstâncias que envolveram a morte do Bispo Osório Citora Afonso, que servia na Diocese de Quelimane.
Num comunicado divulgado após a realização da sua Assembleia Plenária Extraordinária, a liderança católica afirmou que a Igreja e a sociedade moçambicana continuam sem respostas sobre as razões do crime, decorridos três meses desde o sucedido. O prelado foi encontrado sem vida na sua residência oficial a 6 de Junho, após um incidente com disparos de arma de fogo, tendo sido sepultado a 13 de Junho no cemitério do Clero da Arquidiocese de Nampula.
Conteúdo Relacionado:
Os bispos classificaram o assassinato como um acontecimento sem precedentes na história recente da Igreja Católica em Moçambique e exortaram os órgãos de justiça a não abandonarem as investigações, defendendo que o apuramento da verdade é fundamental para a reconciliação e superação da perda sofrida.
Para além da cobrança por justiça, a CEM anunciou a adopção de medidas internas de apoio pastoral à Diocese de Quelimane. Dois prelados foram designados para prestar assistência fraterna ao Administrador Apostólico, Bispo Estêvão Ângelo Fernando, que permanece com a responsabilidade principal da governação daquela jurisdição eclesiástica.
Deixe um comentário