Família exige respostas após mutilação de cadáver na morgue de Chimoio
Mais de um mês após a morte de Inês Francisco, os seus familiares continuam sem esclarecimentos oficiais sobre as circunstâncias em que o seu corpo apareceu mutilado na morgue municipal da cidade de Chimoio, na província de Manica.
Segundo relatos divulgados pela imprensa local, a cidadã faleceu a 7 de Agosto no Hospital Provincial de Chimoio, tendo o cadáver sido encaminhado para o depósito municipal. Contudo, dois dias após a entrada do corpo na morgue, a família constatou que o cadáver apresentava ferimentos graves, incluindo um corte na testa, remoção de parte da pele e a ausência de uma das orelhas, facto que motivou a suspensão imediata do funeral.
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Face à gravidade da situação, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) abriu um processo para apurar as responsabilidades. Paralelamente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou a expulsão de dois trabalhadores e a suspensão preventiva de outros três funcionários associados ao sector.
Apesar destas medidas administrativas e do tempo decorrido, ainda não foram tornadas públicas as conclusões definitivas das investigações. A família da vítima reitera o pedido de transparência e exige a responsabilização criminal de todos os envolvidos no incidente.
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