Segunda-feira, 03 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Armas artesanais em Chigubo intensificam caça furtiva no Parque Nacional de Banhine

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A produção e comercialização de armas artesanais no distrito de Chigubo estão a alimentar uma vaga preocupante de ilícitos ambientais. Consequentemente, a caça furtiva ganhou nova dimensão nas áreas de conservação da região.

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Diante desta ameaça, a administração reforçou a fiscalização durante o período nocturno. As autoridades identificaram cinco zonas críticas de abate ilegal, com destaque para as localidades de Macuambe, Malhalhene e Zinhane.

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Patrulhas nocturnas em zonas remotas

As brigadas de protecção do Parque Nacional de Banhine realizaram operações recentes nas proximidades das lagoas de Malhalhene. O local situa-se a mais de 50 quilómetros da base operacional e a mais de 500 quilómetros da cidade de Xai-Xai.

Sinais da presença de caçadores desencadearam um alerta durante a madrugada. Rapidamente, as equipas de fiscalização mobilizaram-se para cobrir o terreno de difícil acesso.

O fiscal Edson Nocodima, afectado à área de comunicação do parque, confirmou que as denúncias indicavam a movimentação de infractores numa zona distante. As equipas deslocaram-se de viatura e concluíram o percurso a pé através da mata densa.

Desafios e riscos na linha da frente

A aproximação ao terreno exige extrema cautela para evitar a detecção pelos suspeitos. O chefe da Brigada 1 de Fiscalização, Gito Baloi, explicou que a prioridade consiste em garantir a segurança de todos os operacionais.

A equipa conta com a participação de Sónia Chaúque, a única mulher do grupo. Com cinco anos de experiência na conservação, a fiscal enfrenta longas noites longe da família para proteger as espécies bravias.

Por seu lado, o fiscal Merton Jone, com uma década de serviço em Banhine, alertou para as novas tácticas dos criminosos. Por isso, o profissional defende a urgência de mais investimentos em meios tecnológicos.

Crime ambiental abrange madeira e carvão

O chefe da Repartição de Protecção e Fiscalização, Almeida Manjate, confirmou a actuação de redes locais no fabrico de armamento caseiro. Além da caça, as operações combatem o abate de árvores e a produção clandestina de carvão vegetal.

Entretanto, as acções no terreno resultaram na detenção de indivíduos suspeitos e na apreensão de toros de madeira. Apesar da fuga dos caçadores durante as últimas rusgas, a fiscalização mantém-se activa na defesa da fauna.

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