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Bebé morre em Chimoio após avó recusar abrigo à família por conflitos antigos

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Uma tragédia familiar culminou na morte de um recém-nascido na última segunda-feira, no bairro Samora Machel, na cidade de Chimoio. Uma idosa recusou-se a acolher a própria neta na sua residência, mesmo sabendo que a jovem trazia uma criança doente.

O conflito decorre de antigas desavenças familiares e de alegações sobre desrespeito contínuo. Consequentemente, a jovem mãe ficou sem abrigo adequado numa altura crítica de acompanhamento médico do filho.

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Origem do conflito e deslocamento do hospital

A jovem deslocou-se do distrito de Sussundenga até à capital provincial para procurar assistência médica. O filho esteve internado no Hospital Provincial de Chimoio devido a complicações de saúde.

A equipa médica concedeu alta ao menor, mas agendou uma consulta de controlo para o dia seguinte. Por essa razão, a progenitora procurou a casa da avó em Chimoio para passar a noite antes de retornar ao hospital.

Contudo, a idosa barrou a entrada dos familiares na habitação principal. Em alternativa, a proprietária encaminhou a neta, a mãe desta e os acompanhantes para o recinto de uma igreja localizada no mesmo quintal, apesar de possuir espaço suficiente na casa.

Desfecho trágico e divisão na comunidade

Tragicamente, a criança não resistiu e veio a falecer no dia posterior à recusa de abrigo. A família permaneceu nas instalações do recinto religioso com o corpo da criança até à realização das exéquias fúnebres.

Parentes que apoiam a decisão da idosa justificam que a jovem permaneceu ausente por um longo período. Além disso, alegam que a neta mantinha um comportamento desrespeitoso e nem sequer tinha informado a avó sobre a sua união matrimonial.

Por outro lado, o caso gerou uma enorme onda de comoção e debates acesos entre os moradores locais. Enquanto alguns residentes encaram a atitude como uma lição de conduta moral, muitos defendem que a preservação da saúde da criança deveria ter sobressaído a qualquer conflito familiar.

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