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ATIDI celebra 25 anos com lucros de 71,4 milhões de dólares e apelo à soberania financeira

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Economia
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A African Trade & Investment Development Insurance celebrou o seu 25.º aniversário durante a 26.ª Assembleia Geral Anual, realizada na cidade de Nairóbi. O encontro reuniu diversos líderes do continente entre os dias 30 de Junho e 3 de Julho.

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Sob o lema “Capacitar África: Risco Gerido, Crescimento Desbloqueado”, o evento serviu de palco para defender a soberania financeira continental. Além disso, os participantes debateram a criação de novas estratégias para impulsionar o desenvolvimento económico regional.

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Mobilização de capital e poupança interna

O Presidente do Quénia, William Ruto, enfatizou a necessidade urgente de reforçar as instituições financeiras locais. Segundo o estadista, o continente necessita de reduzir a dependência de capitais externos para financiar os seus projectos.

O governante queniano ressaltou que África não enfrenta uma escassez de capital, mas sim uma falta de mecanismos eficientes de gestão de risco. Atualmente, o continente dispõe de quatro biliões de dólares em poupanças de longo prazo em fundos de pensões e reservas bancárias.

Contudo, grande parte destes recursos financeiros continua a ser aplicada fora do território africano. Por conseguinte, os líderes locais defendem o redirecionamento desse capital para sectores produtivos internos.

Propostas e reforço institucional

Como resposta aos desafios actuais, o Quénia declarou o seu apoio à Nova Arquitectura Financeira Africana para o Desenvolvimento. Esta iniciativa pretende reduzir os custos de financiamento e facilitar a partilha de riscos no continente.

Paralelamente, solicitou-se a recapitalização da instituição para alcançar dois mil milhões de dólares. O Quénia anunciou o aumento da sua participação financeira de 25 para 65 milhões de dólares, garantindo também a cedência de terrenos para a sede permanente em Nairóbi.

Resultados financeiros em forte expansão

O presidente-executivo da organização, Manuel Moses, apresentou indicadores altamente positivos relativamente ao desempenho recente. A instituição aumentou a sua exposição total para 9,2 mil milhões de dólares, registando um lucro líquido de 71,4 milhões de dólares.

Além do crescimento nos lucros, os activos totais subiram para 1,06 mil milhões de dólares. Este desempenho sólido demonstra a capacidade da entidade em atrair investimento privado, mesmo perante um cenário económico mundial incerto.

Desde o início das suas operações, a organização já facilitou a mobilização de 93 mil milhões de dólares em capitais. Atualmente, a rede abrange 24 países africanos e 13 membros institucionais com elevada classificação de crédito internacional.

Percepção de risco e desafios futuros

Por seu turno, o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Sidi Ould Tah, abordou as barreiras que ainda afectam o crescimento continental. De acordo com o responsável, a avaliação distorcida sobre o risco em África permanece como o principal entrave para os investidores.

Em suma, os intervenientes concordaram que apoiar entidades multilaterais africanas é fundamental para acelerar a industrialização. Com instituições fortalecidas, o continente conseguirá garantir uma recuperação financeira sustentável e autónoma.

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