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Tribunal condena ex-presidente sírio Bashar al-Assad à pena de morte

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Um tribunal na Síria condenou à pena de morte, à revelia, o ex-presidente Bashar al-Assad. A justiça considerou o antigo líder culpado por crimes contra a humanidade e graves violações durante o conflito armado. Esta decisão representa a primeira sentença emitida pelas novas autoridades de transição.

O antigo governante abandonou o país e refugiou-se em Moscovo com a sua família em Dezembro de 2024. A sua saída ocorreu logo após o colapso das forças governamentais perante a investida dos grupos opositores.

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Trajectória e ascensão ao poder

Nascido a 11 de Setembro de 1965, Bashar al-Assad não era o sucessor natural para a liderança do país. No entanto, a morte do seu irmão mais velho num acidente de viação em 1994 alterou os planos familiares. Por essa razão, ele interrompeu a sua formação académica em Londres e regressou a Damasco.

Após a morte do seu pai no ano 2000, assumiu a presidência através de um referendo sem candidatos concorrentes. Inicialmente, a sociedade viu o novo governante como uma figura reformadora. Contudo, essa expetativa dissipou-se rapidamente com o aumento da repressão contra intelectuais e ativistas.

Guerra civil e colapso do regime

Em Março de 2011, manifestações pacíficas a pedir reformas políticas enfrentaram uma resposta militar violenta. Consequentemente, o cenário degenerou numa guerra civil prolongada. O conflito provocou a morte de mais de 500 mil pessoas e forçou o deslocamento de metade dos habitantes do país.

Além do impacto humano, o período ficou marcado por fortes abusos em centros de detenção estatais, como a prisão de Sednaya. O regime manteve-se no poder durante anos com o apoio directo de aliados estrangeiros.

Entretanto, uma ofensiva militar lançada no final de Novembro de 2024 derrubou a estrutura de poder em apenas 11 dias. A comunidade internacional defende agora um processo de transição inclusivo e pacífico para garantir a estabilidade do povo sírio.

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