Anamola exige julgamento justo e transparente para Venâncio Mondlane
A Anamola (Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo) exigiu um julgamento independente, imparcial e transparente para o seu líder, Venâncio Mondlane, ex-candidato à presidência da República.
O Supremo Tribunal de Moçambique intimou Mondlane para responder por cinco acusações criminais relacionadas com as manifestações em massa pós-eleitorais convocadas em Outubro de 2024. O político é acusado de apologia pública de um crime, incitamento à desobediência colectiva, instigação pública ao crime, além de instigação e incitamento ao terrorismo. O Conselho de Estado já aprovou o levantamento da imunidade parlamentar do dirigente para viabilizar o processo.
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Em declarações prestadas na província de Sofala, a porta-voz do comitê executivo do partido, Manuela Veloso, defendeu que a acção judicial deve ser conduzida com rigoroso respeito pela Constituição e pelas leis em vigor no país, considerando o caso um teste decisivo para a credibilidade do sistema judiciário moçambicano.
A formação política rejeitou as alegações de que a liderança tenha provocado actos de violência, responsabilizando a actuação policial pelos distúrbios registados. A Anamola solicitou igualmente que o julgamento tenha transmissão em directo na televisão e nas redes sociais, garantindo a transparência pública do processo.
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