Taxa de analfabetismo nas zonas rurais de Moçambique ultrapassa os 50%
As zonas rurais de Moçambique apresentam uma taxa de analfabetismo de 50,5%, um valor significativamente superior à média registada nas zonas urbanas, que se fixa nos 38,3%. Entre a população feminina, o índice atinge os 49,32% a nível nacional.
Os dados foram divulgados pela ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, por ocasião da passagem do Dia Internacional da Alfabetização, assinalado a 8 de Setembro sob o lema “A alfabetização para as pessoas, o planeta e a prosperidade”. Segundo a governante, a efeméride constitui uma oportunidade para reflectir sobre o impacto transformador da educação e os desafios persistentes no país, apesar dos avanços alcançados pelas políticas de massificação implementadas desde a independência nacional.
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As disparidades regionais mantêm-se como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento, com maior relevância na região Norte. Na província de Cabo Delgado, o índice de analfabetismo situa-se nos 53,5%, sendo que cerca de 65% do total corresponde a mulheres. Em Nampula, a taxa chega aos 51,85%, enquanto na Zambézia se fixa em 46,2%, província onde as mulheres representam 59% da população analfabeta.
Na província de Tete, o indicador regista 39,9%, dos quais 50,7% correspondem ao sexo feminino. Por sua vez, Manica apresenta o índice mais reduzido da região centro, com 21,9%, enquanto Sofala regista 34,9%. Nas zonas rurais e urbanas da região Sul, a taxa média situa-se em cerca de 28%.
Perante este cenário, o Governo reafirmou o compromisso de intensificar as acções de alfabetização e reforçar a inclusão das mulheres em programas de educação e formação. O Executivo pretende focar na expansão de competências de literacia, numeracia e capacitação em artes e ofícios para impulsionar o desenvolvimento a partir do núcleo familiar.
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