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Africell Reforça Rede em Angola Após Ataque Informático à Concorrente

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A operadora de telecomunicações Africell anunciou a expansão da sua capacidade operacional em Angola. A decisão surge em resposta a uma sobrecarga sem precedentes na sua rede, motivada pelo aumento repentino na procura de serviços de comunicação no país.

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Para mitigar os impactos e assegurar a estabilidade das ligações, a empresa mobilizou equipas técnicas, balcões de atendimento e lojas físicas adicionais. Consequentemente, a medida visa acelerar a adesão de novos utilizadores e manter a qualidade do serviço para os actuais clientes.

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Medidas de gestão de tráfego e serviços essenciais

O director-executivo da Africell em Angola, Jorge Vazquez, confirmou que a instituição está a aplicar todos os recursos disponíveis para manter a conectividade de cidadãos e empresas. Além disso, o responsável salientou a importância de minimizar os prejuízos nas actividades socioeconómicas locais.

Como parte da estratégia de contingência, a operadora implementou restrições temporárias na gestão de capacidade. Embora o acesso à Internet e as chamadas convencionais permaneçam activos, a empresa suspendeu os bónus de chamadas ilimitadas entre clientes da própria rede por algumas horas.

Paralelamente, a empresa definiu prioridades operacionais. Dessa forma, serviços essenciais como hospitais, escolas, instituições financeiras e órgãos públicos têm preferência na manutenção e estabilidade do sinal.

Impacto do ataque informático à Unitel

A pressão sobre a infraestrutura de rede da Africell intensificou-se após um severo ataque informático atingir a Unitel, líder do mercado angolano. A agressão cibernética interrompeu o sistema da concorrente por mais de 24 horas.

Entretanto, a Unitel estreou-se na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) na quarta-feira (29), no âmbito da privatização de 15% do seu capital. Apesar da paralisia da rede, as acções da empresa valorizaram mais de 20% no mercado financeiro.

Por fim, o presidente da Unitel, Aguinaldo Jaime, optou por não detalhar as circunstâncias do incidente. O responsável justificou a reserva para preservar o andamento das investigações oficiais.

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