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África do Sul aprova mega projecto de centros de dados apesar de alertas ambientais

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O Governo da África do Sul deu luz verde ao projecto da empresa norte-americana Equinix para a construção de duas infra-estruturas tecnológicas na Cidade do Cabo. A iniciativa avançou mesmo enfrentando forte contestação de organizações ambientalistas.

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Os contestatários alertam para o elevado consumo de água e a enorme exigência energética das instalações. Além disso, alegam potenciais impactos negativos no meio ambiente local.

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Aprovação governamental e dimensão do projecto

A decisão impulsiona os planos da multinacional na zona industrial de King Air Industria. Simultaneamente, responde ao crescimento rápido da procura por centros de dados no continente africano.

As duas novas instalações vão necessitar de cerca de 170 megawatts (MW) de capacidade eléctrica. Portanto, o empreendimento posiciona-se como um dos maiores do sector no país.

Para contextualizar, a operadora Teraco detém actualmente 189 MW de capacidade crítica espalhada por vários pontos do continente. Por conseguinte, a escala do projecto da Equinix assume uma relevância considerável.

Oposição ambientalista e contestação jurídica

Diversas organizações sociais e de direitos digitais contestaram a iniciativa junto das instâncias judiciais. Entre os grupos estão a Housing Assembly e a britânica Foxglove, com apoio jurídico do Legal Resources Centre.

As entidades argumentam que a multinacional omitiu detalhes cruciais. Especificamente, apontam a falta de claridade sobre a pegada ambiental e as necessidades de recursos naturais.

Rosa Curling, co-directora da Foxglove, criticou o comportamento recorrente de grandes tecnológicas. Segundo a responsável, estas empresas instalam-se nas comunidades sem esclarecer os impactos reais e deixam os residentes com os problemas.

Por essa razão, os grupos envolvidos analisam a hipótese de recorrer da decisão governamental.

Posição da empresa e transparência

Entretanto, representantes da Equinix confirmaram a aquisição do terreno na Cidade do Cabo. Contudo, a empresa esclareceu que ainda não submeteu o plano final de desenvolvimento do local.

Este documento detalha a configuração exacta e a operação futura da infra-estrutura. A empresa assegurou compromisso com a transparência total perante todas as partes interessadas caso decida avançar.

Além disso, a firma garantiu estar em contacto com autoridades locais e fornecedores de serviços públicos. O objectivo passa por integrar as preocupações comunitárias no planeamento final.

A expansão da computação em nuvem, da Inteligência Artificial e dos serviços digitais impulsiona este sector em África. No entanto, o debate sobre o consumo de energia e a sustentabilidade continua aceso.

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