Sábado, 01 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Moçambique reforça acções antecipadas para mitigar impactos de El Niño recorde

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Organizações internacionais e o Governo moçambicano reuniram-se em Maputo para definir estratégias de resposta ao fenómeno El Niño. As previsões meteorológicas indicam um evento com intensidade recorde para a época agrícola 2026/27.

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O fenómeno ameaça causar seca nas regiões centro e sul do país. Em contrapartida, as províncias do norte enfrentam riscos de cheias severas. Esta situação pode prejudicar a produção agrícola, a criação de gado e o acesso à água potável.

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Consequentemente, milhares de famílias vulneráveis correm o risco de enfrentar fome aguda. Por essa razão, parceiros humanitários reforçam a capacidade de actuação rápida do país antes dos impactos climáticos.

Medidas preventivas activadas em dez distritos

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres activou gatilhos em dez distritos em Julho de 2026. O país dispõe de um Quadro Nacional de Acções Antecipadas totalmente operacional.

Este plano permite implementar medidas de prevenção com base em dados de previsão. As acções prioritárias incluem a disseminação de avisos prévios às populações. Além disso, as autoridades garantem a distribuição de sementes tolerantes à seca e apoiam os criadores de gado.

O programa abrange também transferências monetárias preventivas para as famílias em perigo. Do mesmo modo, as instituições realizam investimentos para reforçar a captação e conservação de água.

Financiamento urgente para evitar crises

Um apelo global conjunto indica a necessidade de 54 milhões de dólares americanos para a África Austral. Este valor pretende prestar assistência a 2,3 milhões de pessoas na região. Contudo, cerca de 42 milhões de dólares continuam por financiar.

A actuação atempada garante a protecção da segurança alimentar e reduz drasticamente os custos do socorro humanitário. Estudos demonstram que cada dólar aplicado em acção antecipada pode evitar até sete dólares em perdas futuras.

Representantes internacionais reforçam que intervir antes do desastre preserva os meios de subsistência das populações. Por conseguinte, o país necessita de recursos flexíveis antes do início das sementeiras para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

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