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Expansão da Cimentos de Moçambique em Nacala garante 700 novos empregos

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Economia
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O Chefe do Estado moçambicano, Daniel Chapo, oficializou a expansão e modernização da fábrica da Cimentos de Moçambique. O empreendimento industrial situa-se no distrito de Nacala-Porto, na província de Nampula.

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A iniciativa representa um avanço decisivo para a industrialização do País. Além disso, o projecto valoriza de forma directa os recursos naturais locais.

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Produção nacional e poupança de divisas

A unidade fabril passa a produzir clínquer em solo nacional. Para o efeito, a fábrica utiliza calcário extraído na região de Quissimajulo.

Esta mudança elimina a necessidade de importar esta matéria-prima fundamental. Consequentemente, o País deverá poupar cerca de 60 milhões de dólares norte-americanos por ano em divisas.

A capacidade de produção aumentou em 1,2 milhões de toneladas por ano. Assim, a infraestrutura reforça o abastecimento do mercado interno e reduz as importações.

Investimento chinês e logística regional

O investimento na unidade de Nacala rondou os 110 milhões de dólares norte-americanos. A obra integra um plano global de modernização conduzido pelo Grupo Huaxin Cement, da China.

Este plano abrange também as unidades industriais do Dondo e da Matola. Por outro lado, o projecto aposta na eficiência energética através de uma central própria a carvão de Moatize.

Com esta solução, a fábrica reduz a dependência da rede eléctrica nacional. Da mesma forma, a empresa construiu um cais industrial e adquiriu um navio para impulsionar exportações para as Comores e Madagáscar.

Geração de emprego e valorização local

A expansão da infraestrutura vai criar 300 postos de trabalho directos e 400 indirectos. Deste modo, o empreendimento soma um total de 700 novos empregos.

O Governo aposta igualmente na capacitação contínua dos trabalhadores moçambicanos. O objectivo central consiste em substituir gradualmente os técnicos estrangeiros por mão-de-obra local.

Finalmente, a estratégia governamental prioriza a transformação local de matérias-primas. O processamento interno dos recursos naturais garante riqueza, empregos e maior soberania económica para Moçambique.

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