NACALA — O Aeroporto Internacional de Nacala recebeu, esta terça-feira, 27 de Outubro, a aterragem de uma aeronave Boeing 737-800 da Ethiopian Airlines, assinalando o arranque oficial de uma ligação aérea regular para Addis Abeba, operada com três frequências semanais.
O voo inaugural aterrou em solo moçambicano às 14h25, proveniente da capital etíope, após realizar uma escala técnica em Blantyre, no Malawi. A partir deste novo serviço, os passageiros do norte do país passam a ter acesso directo à rede de rotas internacionais da transportadora a partir do seu hub principal em Addis Abeba.
Integração Logística e Regional
Inaugurado a 13 de Dezembro de 2014 com capacidade para acolher aeronaves de grande porte, o Aeroporto Internacional de Nacala ganha um novo impulso quase doze anos após a sua abertura. A nova operação fortalece a articulação entre o transporte aéreo, o porto de águas profundas e o Corredor de Nacala, infra-estrutura vital para o comércio transfronteiriço com o Malawi e a Zâmbia.
A Secretária Permanente do Ministério dos Transportes e Logística, Irina Ribeiro, ressaltou que a complementaridade entre o aeroporto e o corredor logístico tem potencial para consolidar as cadeias de valor e simplificar a circulação de empresários e investidores na sub-região.
Sinergia Económica e Diplomacia
Por sua vez, o Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, enfatizou que a chegada da operadora internacional traduz o reconhecimento do potencial económico de Nacala, alavancado pela sua Zona Económica Especial.
A viabilização desta rota é também atribuída aos esforços de diplomacia económica liderados pelo Presidente Daniel Chapo, que promoveu contactos com o Governo da Etiópia para estreitar a cooperação bilateral e expandir a malha aérea nacional.
Com partidas fixadas às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, Nacala junta-se a Maputo e Beira no leque de destinos moçambicanos servidos pela Ethiopian Airlines. Contudo, responsáveis do sector sublinham que a rentabilização do trajecto dependerá do empenho conjunto do sector privado e de acções contínuas de promoção económica, não tendo sido divulgadas estimativas oficiais sobre a movimentação prevista de passageiros.