Polícia

Membro fundador do MDM acusa direcção de enfraquecer debate interno

PUBLICADO A 29 DE AGO, 2026 | POR CHIPINDO
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Um dos membros fundadores do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e actual chefe nacional-adjunto do Poder Local acusou a direcção do partido de reduzir significativamente a realização de reuniões dos órgãos internos, alertando que a situação está a enfraquecer o debate orgânico e a dinâmica da organização.

Em declarações prestadas esta sexta-feira na cidade da Beira, o dirigente revelou que, desde a eleição de Lutero Simão para a presidência da formação política, há cerca de cinco anos, realizaram-se apenas duas reuniões do Conselho Nacional, em contraste com as dez sessões previstas estatutariamente. O último encontro de grande dimensão decorreu em 2024, não tendo sido promovido, desde essa altura, qualquer outro fórum alargado.

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De acordo com o quadro sénior, a falta de espaços regulares de auscultação e diálogo tem tido um impacto negativo no funcionamento institucional, comprometendo a capacidade do partido de debater os seus problemas internos e formular soluções para os desafios políticos.

A contestação surge no contexto da aproximação do término do mandato da actual liderança, previsto para Dezembro do corrente ano. Pelos estatutos do partido, a cessação do mandato deve coincidir com a realização do Congresso. No entanto, segundo a mesma fonte, a reunião de deliberação do Conselho Nacional e a própria convocatória do Congresso continuam por realizar.

Um grupo de quadros submeteu recentemente uma missiva à direcção do MDM a solicitar a marcação célere do certame, sem que tenha obtido resposta oficial até ao momento. Em 2024, iniciativa idêntica havia sido levada a cabo, tendo a liderança prometido dinamizar os canais de debate interno, compromisso que os críticos consideram não ter sido cumprido. Até ao momento, a direcção nacional do partido não emitiu qualquer pronunciamento oficial sobre estas alegações.

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