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ONU Exige Protecção de Civis Após Escalada da Violência no Haiti

PUBLICADO A 29 DE AGO, 2026 | POR CHIPINDO
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As Nações Unidas apelaram às autoridades do Haiti para que reforcem com urgência a protecção da população civil, no seguimento de um recente ataque perpetrado por grupos armados que resultou em pelo menos 47 mortos e mais de 50 pessoas sequestradas.

O massacre registou-se na comunidade agrícola de Kenscoff, situada nas colinas próximas de Porto Príncipe, uma região anteriormente considerada estável. Em resposta, a Polícia Nacional do Haiti intensificou o patrulhamento em vias públicas, numa fase em que aumentam as críticas à capacidade de resposta estatal perante a violência no Haiti.

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Segundo dados avançados pela porta-voz do Gabinete de Direitos Humanos da ONU, Marta Hurtado, cerca de 150 homens fortemente armados invadiram a localidade e dispararam contra os residentes. Cerca de 50 moradores tentaram refugiar-se numa igreja protestante local, mas foram retirados à força. No pátio do templo, 22 pessoas foram executadas e outras 12 perderam a vida nas traseiras do edifício.

A organização internacional apelou igualmente aos Estados-membros para que incrementem o apoio financeiro e logístico à força multinacional mandatada para combater a criminalidade organizada no país. Entre 1 de Abril e 30 de Junho deste ano, o Gabinete de Direitos Humanos contabilizou cerca de 1.480 mortes ligadas às acções dos grupos criminosos. No acumulado do primeiro semestre, o número de vítimas mortais ultrapassa 3.050, enquanto cerca de 1,5 milhões de cidadãos viram-se forçados a abandonar as suas residências.

Estima-se que os grupos armados controlem actualmente cerca de 70 por cento de Porto Príncipe, além de vastas zonas no interior do país, agravando a crise de insegurança alimentar e a pobreza extrema. Durante uma sessão do Conselho de Segurança da ONU, os países membros defenderam o endurecimento do embargo de armas e o envio célere da força multinacional para a restauração da ordem pública.

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