RENAMO atribui pobreza em Moçambique a escolhas políticas erradas e apresenta agenda de emergência
O partido RENAMO considerou, em Maputo, que a pobreza e as crescentes dificuldades sociais que afectam a população moçambicana são a consequência directa de decisões políticas desadequadas tomadas ao longo dos anos. A principal força da oposição defende uma reforma profunda no modelo de governação para restaurar as condições de vida e a dignidade dos cidadãos.
Em conferência de imprensa, o porta-voz do partido, Marcial Macome, sublinhou que o cenário actual não representa uma fatalidade histórica. Segundo o responsável, a fragilidade socioeconómica resulta de opções governativas que falharam em responder às necessidades do país, afirmando que a formação política está preparada para liderar um processo de transição com foco na transparência e estabilidade.
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Entre as preocupações manifestadas, a oposição destacou o elevado nível de desemprego entre os jovens, o aumento constante do custo de vida e a precariedade laboral, apontando que mais de 80% da juventude trabalha sem protecção social. O porta-voz criticou ainda o contraste entre a abundância de recursos naturais no país e as dificuldades quotidianas enfrentadas pelas famílias.
Para conter o impacto da crise socioeconómica, a RENAMO apresentou uma agenda de emergência composta por cinco medidas prioritárias. A proposta inclui o alívio fiscal temporário sobre bens alimentares de primeira necessidade e insumos agrícolas, a criação de um fundo nacional de apoio ao empreendedorismo jovem e o redireccionamento de receitas da exploração de recursos para o financiamento directo a pequenas e médias empresas geridas por jovens e mulheres.
O plano prevê ainda a priorização da agricultura para reduzir a dependência externa de alimentos, além da construção urgente de um corredor logístico rodoviário para dinamizar o escoamento da produção ao longo de todo o território nacional.
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