Confrontos e tensão aumentam em Ceuta após protestos anti-imigração
A tensão em Ceuta, enclave espanhol no Norte de África, agravou-se com o registo de confrontos entre as forças da ordem e manifestantes contrários à presença de migrantes, um mês após a entrada de milhares de pessoas oriundas de Marrocos.
Os distúrbios ocorreram numa zona praiana onde centenas de pessoas permanecem instaladas em condições precárias. Segundo relatos da imprensa local, grupos de manifestantes invadiram a área onde os migrantes pernoitavam, resultando no incêndio de pertences pessoais. Horas antes, manifestantes tinham tentado bloquear a passagem de viaturas de prestação de cuidados humanitários.
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A escalada de violência incluiu o recurso a gás lacrimogéneo pelas autoridades para travar os confrontos. Durante a madrugada, uma viatura militar foi igualmente atacada com arremesso de pedras por um grupo de migrantes, culminando na detenção de 12 cidadãos marroquinos e em ferimentos ligeiros num soldado.
Face ao cenário de instabilidade, o Governo prometeu reforçar a resposta estatal através do envio de efectivos adicionais, do anúncio de um financiamento extraordinário de 25 milhões de euros para o apoio a menores e da criação de um comando único para gerir a crise migratória.
O fluxo de entradas registado desde o final de Julho reacendeu o debate sobre o controlo das fronteiras na União Europeia e aprofundou a divergência política entre o executivo central e a oposição em Espanha.
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