Irão e Omã retomam conversações para criar corredor seguro no Estreito de Ormuz
As autoridades do Irão e de Omã reataram as negociações destinadas à criação de um corredor marítimo temporário no Estreito de Ormuz, segundo relatos da imprensa internacional. A iniciativa surge na sequência de uma redução acentuada no tráfego naval daquela rota estratégica, onde apenas cinco navios circularam no dia anterior, valor significativamente inferior à média diária de 15 embarcações.
Durante um encontro entre os chefes da diplomacia de ambos os países, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr Al-Busaidi, indicou a expectativa de que um anúncio oficial sobre o corredor temporário seja feito em breve. No entanto, o governante ressalvou que uma solução definitiva e a gestão futura do estreito permanecem em aberto, estando agendadas reuniões técnicas para viabilizar um acordo a longo prazo.
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A incerteza operacional na região provocou uma reacção imediata nos preços do petróleo no mercado internacional. Os contratos do petróleo Brent para entrega em Outubro registaram uma queda de 2,17%, fixando-se nos 86 dólares por barril, enquanto o crude do Mar do Norte desvalorizou 3,89%, situando-se nos 88 dólares.
No plano militar, o porta-voz do exército iraniano, Mohammad Akramini, anunciou uma reformulação da doutrina de defesa do país para uma postura mais ofensiva. A nova estratégia prevê acções preventivas e a modernização de recursos tácticos, tendo como alvos potenciais as infraestruturas energéticas em caso de retaliação a ataques contra o território iraniano.
Paralelamente, o Governo dos Estados Unidos submeteu ao Congresso um acordo de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita, condicionando o seu avanço à adesão de Riade aos Acordos de Abraão. Fontes ligadas à monarquia saudita reiteraram que a formalização de relações diplomáticas continua dependente do reconhecimento de um Estado palestiniano independente com capital em Jerusalém Oriental. Em contrapartida, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, descartou qualquer entendimento diplomático com o governo iraniano, defendendo o reforço do bloqueio e a aplicação de medidas militares.
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