Economia moçambicana regista crescimento tímido de 0,10% no primeiro semestre
A economia moçambicana apresentou uma recuperação tímida no primeiro semestre de 2026, com o Produto Interno Bruto (PIB) a registar uma variação positiva de 0,10% no primeiro trimestre. O resultado assinala uma ligeira melhoria após o período adverso vivenciado em 2025, embora o cenário geral permaneça sob forte pressão.
Segundo os dados do relatório do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), o desempenho da actividade produtiva foi severamente afectado pela ocorrência de eventos climáticos extremos. As cheias registadas nas regiões Sul e Centro do País, combinadas com a destruição provocada pelo ciclone Gezani, causaram perdas humanas, danos na produção agrícola e a destruição de infra-estruturas essenciais.
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No plano internacional, o ambiente macroeconómico continua a ser influenciado pela instabilidade no Médio Oriente e pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia. A oscilação nos preços dos combustíveis e matérias-primas, a par das perturbações nas cadeias de suprimento globais, elevou os custos de importação e contribuiu para que a inflação homóloga atingisse 7,51% no final de Junho.
Relativamente às finanças públicas, o Estado arrecadou 183,2 mil milhões de meticais em receitas, o correspondente a 45,03% da meta anual, enquanto a despesa realizada situou-se em 188,2 mil milhões de meticais (36,16% do tecto orçamental). O cenário fiscal decorre num contexto em que a dívida pública se fixa em 1,1 bilião de meticais, exigindo maior rigor na gestão orçamental.
Do total de 230 metas programadas no PESOE para o exercício de 2026, 127 foram objecto de avaliação no primeiro semestre. Destas, 62% alcançaram os objectivos definidos, ao passo que 17% apresentaram um nível de desempenho abaixo do esperado, sinalizando a necessidade de aceleração das reformas estruturais para o segundo semestre.
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