Estudante da UEM desenvolve drone para entrega de medicamentos em zonas remotas
Cleiton Michaque, estudante do primeiro ano de Engenharia Electrónica na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), está a desenvolver um drone com capacidade para transportar até três quilogramas de carga e uma autonomia de voo até 200 quilómetros.
O principal objectivo da iniciativa é dinamizar e facilitar a distribuição de suprimentos médicos em zonas de difícil acesso em Moçambique, onde o transporte terrestre é recorrentemente obstaculizado por vias em mau estado ou severas cheias.
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“Em vez de usar a terra, podemos utilizar o ar, as vias aéreas. Desenvolvi este sistema de entrega para auxiliar na distribuição de medicamentos”, afirmou o jovem inventor em declarações à imprensa. A ideia surgiu após observar os constantes desafios enfrentados por distribuidores locais no transporte de produtos essenciais na província de Maputo, o que o levou a adaptar tecnologias habitualmente empregues em filmagens e competições para soluções de logística sanitária.
O protótipo do equipamento, actualmente na fase final de ensaios técnicos, efectua voos experimentais a partir do bairro Tsalala, na cidade de Matola. Dotado de GPS e de um sistema de navegação autónoma, o dispositivo segue trajectos pré-programados, descarrega o material no ponto de destino e regressa de forma automática à base de partida. Equipado com baterias importadas da África do Sul, o modelo permite períodos de voo entre 30 e 45 minutos.
Visando consolidar a sua actuação no sector de tecnologia, o estudante fundou o Centro de Criação e Controlo, onde formou dezenas de jovens em pilotagem e montagem de aeronaves não tripuladas. Actualmente, Cleiton trabalha na consolidação de uma startup focada no fabrico, manutenção e comercialização de aeronaves, pretendendo criar a primeira empresa moçambicana especializada no ramo de drones.
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