Redução do financiamento internacional ameaça programas de protecção infantil em Moçambique
A redução contínua do financiamento internacional está a comprometer de forma severa a execução dos programas de protecção infantil em vários países, com impactos directos em Moçambique. O cenário actual tem resultado na dispensa de pessoal especializado e na diminuição substancial dos serviços prestados às crianças em situação de vulnerabilidade.
Dados de um levantamento do Global Protection Cluster (GPC) indicam que a grande maioria das organizações humanitárias operacionais registou cortes significativos nos seus quadros de pessoal de primeira linha, bem como uma redução das actividades e da cobertura geográfica. Em Moçambique, identificou-se a perda de técnicos envolvidos na gestão de casos, afectando áreas cruciais como a supervisão técnica, coordenação e o acompanhamento directo das crianças.
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De acordo com o organismo internacional, a escassez de recursos coloca em risco acções essenciais, incluindo a reunificação familiar, a monitoria de violações de direitos humanos e o apoio psicossocial. As entidades locais e nacionais figuram entre as estruturas mais afectadas por esta crise financeira.
A redução da assistência ocorre num contexto particularmente frágil na província de Cabo Delgado, onde os conflitos e os eventos climáticos extremos têm intensificado a vulnerabilidade social. Relatórios das Nações Unidas apontam para centenas de violações graves contra menores na região, alertando que o desmantelamento das redes de protecção existentes poderá levar vários anos a ser revertido.
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