ONU realiza segunda votação à porta fechada para escolher sucessor de António Guterres
O Conselho de Segurança das Nações Unidas realiza hoje a segunda ronda de votações informais com a finalidade de recomendar à Assembleia-Geral um candidato ao cargo de Secretário-Geral. Os 15 países membros do órgão estão reunidos à porta fechada numa consulta que serve de barómetro para a corrida à sucessão do diplomata português António Guterres.
Embora os resultados não sejam divulgados de forma oficial, os dados das votações costumam ser partilhados por fontes diplomáticas. A presidência rotativa do Conselho, actualmente exercida pela Dinamarca, tem o encargo de comunicar o desfecho aos membros do órgão e aos governos que apresentaram candidatos. Nesta fase preliminar, não é possível aferir se algum dos cinco membros permanentes com direito a veto — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — irá bloquear determinadas candidaturas.
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Na primeira ronda, decorrida há três semanas, os nomes mais votados foram a costa-riquenha Rebeca Grynspan, a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett e o argentino Rafael Grossi. Grynspan, actual secretária-geral da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, obteve dez votos favoráveis, um contra e quatro abstenções. Rodrigues-Birkett somou nove votos a favor, dois contra e quatro abstenções, enquanto Grossi recolheu sete apoios, dois votos contra e seis abstenções, segundo dados avançados pela imprensa internacional.
Após este ciclo de consultas com boletins informais, o órgão de decisão iniciará uma fase em que os cinco membros permanentes votarão com cédulas de cor vermelha, onde qualquer voto contra significa a eliminação automática do candidato. Na corrida entram também candidaturas recentes, como a do diplomata ugandês Olara Otunnu e da equatoriana Ivonne Baki, para além de figuras como Michelle Bachelet, María Fernanda Espinosa e o ex-Presidente senegalês Macky Sall. O processo decorre sob pressão para a escolha de uma liderança feminina, inédita nos 80 anos da organização, e em prol da rotação regional para a América Latina.
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