ANE nega custos adicionais na reparação de buracos na EN1 em Maputo
A Administração Nacional de Estradas (ANE) assegura que não vai desembolsar verbas adicionais para a reparação dos troços recentemente intervencionados ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1), nos arredores da cidade de Maputo, que voltaram a apresentar degradação no piso.
A garantia foi avançada à imprensa local, atribuindo-se ao empreiteiro a responsabilidade total pelas correcções necessárias na via. Segundo a instituição, o reaparecimento precoce de buracos — com maior incidência nas zonas de Mahulane e Paragem da Total, em Zimpeto — foi provocado pela acumulação e circulação contínua de água no pavimento, situação agravada por descargas de bacias e quintais alagados.
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De acordo com a administração rodoviária, os trabalhos de tapamento de buracos serão retomados assim que a água na estrada secar totalmente. A ANE frisa que esta intervenção está salvaguardada no contrato vigente, o que evita encargos duplicados para os cofres públicos.
Em paralelo, a ANE tem estado a sinalizar infra-estruturas localizadas na zona de protecção parcial da EN1 devido à ocupação desordenada, decorrendo estudos em coordenação com o município para acautelar o processo de indemnizações aos afectados.
Para além destas medidas pontuais de emergência, o plano de intervenção para a EN1 prevê obras de maior dimensão. A mobilização para o troço Benfica-Zimpeto está agendada para Dezembro, estando o início dos trabalhos no terreno previsto para Janeiro, com uma duração estimada em dois anos. O projecto contempla uma requalificação profunda ao longo de 6,7 quilómetros, incluindo a construção de novas vias para optimizar o fluxo de tráfego.
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