Irão condiciona reabertura do estreito de Ormuz ao cumprimento de exigências pelos EUA
O principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou esta terça-feira que o estreito de Ormuz continuará encerrado enquanto os Estados Unidos não cumprirem os compromissos estabelecidos no protocolo de acordo assinado em Junho.
Em discurso transmitido pela televisão estatal, Ghalibaf sublinhou que a estratégica via marítima não será reaberta até que sejam postas em prática as exigências de Teerão. De acordo com a imprensa internacional, entre as condições impostas pelo governo iraniano estão o levantamento do bloqueio naval americano, o desbloqueio de activos financeiros iranianos, o fim do embargo ao petróleo e a cessação das operações militares em todas as frentes.
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A crise na região intensificou-se após acções militares no final de Fevereiro, levando Teerão a responder contra aliados de Washington e a bloquear a passagem estratégica de hidrocarbonetos, situação que causou uma forte subida nos preços do petróleo no mercado global. Em resposta, as autoridades americanas aplicaram um bloqueio aos portos iranianos.
Apesar do impasse diplomático, representantes norte-americanos descreveram as conversações recentes como sérias e positivas, embora reconheçam a falta de confiança mútua. Paralelamente, o Irão mantém contactos com Omã para negociar a circulação de navios pelo canal, iniciativa que motivou advertências por parte da liderança da Casa Branca em declarações à imprensa internacional.
Entretanto, a tensão no terreno mantém-se elevada, tendo uma agência de segurança marítima confirmado que um projéctil não identificado atingiu recentemente uma embarcação que atravessava o estreito de Ormuz, provocando uma vítima.
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