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Ultimato de 48 Horas: Conflito entre PODEMOS e Solidariedade Cívica Agrava-se após Decisão Judicial

A crise interna na coligação de oposição atingiu um ponto de rotura na cidade de Maputo. A associação Solidariedade Cívica de Moçambique (SCM) emitiu esta segunda-feira um ultimato de dois dias ao partido PODEMOS, exigindo o cumprimento imediato da providência cautelar que obriga à partilha de gestão e recursos financeiros. O conflito entre PODEMOS e Solidariedade Cívica ameaça agora transbordar para novas instâncias criminais.

Resistência ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo

Apesar de uma reunião de emergência realizada na última terça-feira, a SCM afirma que o partido liderado por Albino Forquilha está a usar tácticas de distracção para ganhar tempo. No entanto, a decisão judicial é clara: o PODEMOS deve partilhar as contas do exercício de 2025 e os ganhos eleitorais. Por um lado, o partido alega necessidade de análise interna. Por outro lado, a SCM acusa a liderança do PODEMOS de querer esgotar o prazo de 30 dias da providência sem acções concretas.

Consequentemente, o uso unilateral de fundos públicos pelo partido é visto pela associação como um perigo iminente de danos irreparáveis. “Eles não podem brincar com uma decisão judicial”, afirmou uma fonte da SCM na província de Maputo, reforçando que a documentação apresentada até ao momento é insuficiente para satisfazer as exigências do tribunal.

Disputa por Fundos Públicos e Transparência

O cerne do conflito entre PODEMOS e Solidariedade Cívica reside na interpretação da origem dos fundos. Atualmente, o PODEMOS tenta justificar os atrasos afirmando que a disputa envolve apenas valores mobilizados pelos membros. Contudo, a SCM contesta esta versão, exigindo transparência plena sobre os subsídios estatais recebidos após o último ciclo eleitoral em Moçambique.

Além disso, a associação alerta que qualquer exclusão da SCM na gestão estratégica configura uma violação directa da lei. Portanto, caso o partido de Forquilha não apresente uma proposta consistente nas próximas 48 horas, a SCM recorrerá novamente ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo para garantir a execução forçada da sentença. A integridade da parceria eleitoral depende agora da capacidade do PODEMOS em conformar-se com as normas de transparência exigidas.

Próximos Passos da Batalha Judicial

Em suma, o cenário político em Maputo permanece incerto enquanto as partes não chegam a um consenso. O conflito entre PODEMOS e Solidariedade Cívica demonstra a fragilidade das alianças quando a gestão financeira não é clara desde o início. O desfecho deste ultimato ditará se a oposição conseguirá manter-se unida ou se enfrentará uma fragmentação definitiva nos tribunais.

O Radar News (RN) continuará a acompanhar este processo de perto. Fique atento às actualizações sobre o fim do prazo deste ultimato e as possíveis reacções oficiais da direcção nacional do PODEMOS nas próximas horas.

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