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Hospital Central de Nampula regista 21 óbitos por desnutrição infantil no primeiro semestre

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Saúde
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Aumento de óbitos no primeiro semestre

O Hospital Central de Nampula registou 21 mortes provocadas por desnutrição infantil durante o primeiro semestre deste ano. O número representa uma subida no total de óbitos em comparação com o período homólogo anterior.

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As autoridades sanitárias locais revelaram estes dados durante uma conferência de imprensa. Segundo explicou a médica pediatra Amália Raquel, a assistência médica tardia influenciou diretamente o resultado fatal das crianças.

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Além disso, a especialista ressaltou que as vítimas dão entrada na unidade sanitária com sérias complicações clínicas. Consequentemente, as equipas médicas enfrentam grandes dificuldades para reverter o quadro grave de saúde.

Redução nos internamentos e causas associadas

Entre os meses de Janeiro e Junho do ano corrente, a instituição internou 316 menores afetados pela condição. Em contraste, o mesmo período do ano transacto contabilizou 481 internamentos por este motivo.

Embora a admissão de pacientes tenha diminuído significativamente, a taxa de mortalidade cresceu de forma preocupante. O estado de saúde extremamente grave à chegada justifica a elevada mortalidade observada.

Por outro lado, a médica lembrou o contexto do ano anterior na região norte. O conflito armado em Cabo Delgado provocou a deslocação de milhares de famílias para Nampula.

Portanto, o fluxo de deslocados aumentou drasticamente a procura por cuidados de saúde na maior unidade sanitária nortenha. Muitas crianças chegavam dos centros de acolhimento com problemas sérios e acabavam por perder a vida.

Desafios na prevenção e consultas pré-natais

Apesar da gravidade do cenário atual, as autoridades recordam que a desnutrição infantil é uma doença totalmente evitável. A prevenção eficaz exige o acompanhamento constante da mãe e do bebé desde a gestação.

Contudo, a fraca adesão das mulheres às consultas pré-natais continua a representar um grande desafio comunitário. Muitas gestantes realizam apenas uma ou duas consultas e abandonam o acompanhamento médico habitual.

Além disso, os profissionais recomendam a participação ativa no calendário de vacinação e pesagem dos recém-nascidos. Estes procedimentos regulares permitem monitorizar o desenvolvimento físico e ensinar hábitos alimentares adequados às famílias.

Importância da educação nutricional e aleitamento

A equipa médica defende a promoção urgente da educação nutricional junto das comunidades locais. Por conseguinte, as famílias devem aproveitar os produtos agrícolas da região para diversificar a dieta alimentar diária.

Ademais, os especialistas enfatizam que o aleitamento materno deve ser exclusivo até aos seis meses de vida da criança. O leite materno fornece todos os nutrientes necessários para proteger o organismo contra diversas infecções.

Finalmente, a introdução de novos alimentos deve acontecer de forma gradual após o sexto mês. A mãe precisa manter a amamentação enquanto introduz a alimentação complementar de forma segura.

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