Quinta-feira, 30 de Julho de 2026 | Maputo, Moçambique
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ENH Oculta Salários da Administração no Relatório Financeiro de 2025

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A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) ocultou os dados sobre os ordenados e regalias dos seus cinco administradores no relatório financeiro do exercício de 2025. A decisão surge após forte contestação pública sobre as remunerações milionárias da alta direcção no ano anterior.

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Dados relativos a 2023 indicavam que cada gestor recebia, em média, cerca de 32,5 milhões de Meticais por ano. Esse montante correspondia a aproximadamente 2,7 milhões de Meticais por mês, o equivalente a cerca de 42,2 mil dólares americanos.

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Aumento Global dos Custos de Pessoal

Apesar da omissão sobre os vencimentos individuais dos gestores, os custos globais com trabalhadores voltaram a subir. A rubrica de remunerações do pessoal atingiu 1,161 mil milhões de Meticais em 2025, superando os 999,4 milhões registados no período anterior.

Além disso, os custos totais com a força de trabalho alcançaram 1,3 mil milhões de Meticais ao somar encargos sociais, formação, assistência médica e ajudas de custo. A petrolífera justificou este incremento com a admissão de novos colaboradores, embora não especifique o número exato de contratações.

Por outro lado, a empresa também retirou das demonstrações financeiras a rubrica relativa a benefícios de aquisição de viaturas. Este campo tinha contabilizado mais de 63 milhões de Meticais em 2023.

Contraste com Outras Empresas Públicas

A postura da ENH contrasta com a prática adoptada por outras empresas públicas de grande dimensão no país. Entidades como a HCB, a EDM e os CFM continuam a discriminar detalhadamente os valores pagos aos seus órgãos sociais.

No exercício de 2025, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa despendeu 210,5 milhões de Meticais em encargos com a administração para um universo de 736 trabalhadores. No mesmo período, a Electricidade de Moçambique pagou 250,3 milhões de Meticais para 4.350 funcionários. Da mesma forma, os Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique alocaram 146,1 milhões de Meticais à direcção num total de 5.375 trabalhadores.

Consequentemente, a disparidade salarial continua a alimentar acesos debates na sociedade civil. Os analistas criticam o desequilíbrio entre os rendimentos da gestão estatal e a realidade do país, onde o salário mínimo na Função Pública se fixa em cerca de 9 mil Meticais.

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