CDD denuncia uso de fundos da LAM para transporte da Frelimo em Chimoio
O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) contestou publicamente a gestão das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), apontando o uso indevido de fundos públicos para fins político-partidários. O director executivo da organização, Adriano Nuvunga, denunciou um aumento atípico na frequência de voos entre Maputo e a cidade de Chimoio, coincidindo com a realização de reuniões do partido Frelimo na província de Manica.
De acordo com a organização da sociedade civil, a companhia aérea estatal passou a operar uma média de cinco voos diários para a capital provincial de Manica, ritmo considerado fora do padrão operacional normal. Nuvunga sustentou que a intensificação das ligações aéreas tem como objectivo directo garantir o transporte de membros ao evento partidário.
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A denúncia enfatiza a fragilidade financeira da transportadora, que opera com prejuízos recorrentes e dependência de aeronaves e tripulações alugadas no estrangeiro. Segundo o responsável do CDD, os défices gerados por estas operações deficitárias continuam a ser cobertos por injecções de capital provenientes dos impostos dos contribuintes moçambicanos.
A organização classifica a situação como uma violação da probidade pública e um desvio de finalidade na gestão dos recursos do Estado, reiterando que o património público deve servir estritamente aos interesses da colectividade.
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