Quinta-feira, 23 de Julho de 2026 | Maputo, Moçambique
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Parceria garante 1,3 milhões de euros para reabilitar escolas fustigadas pelas cheias em Gaza e Maputo

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Um consórcio internacional vai investir cerca de 1,3 milhões de euros para responder aos danos causados pelas recentes cheias no sul de Moçambique. O financiamento destina-se à construção de 40 espaços temporários de aprendizagem nas províncias de Gaza e Maputo.

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Estas ações visam mitigar o impacto dos eventos climáticos extremos que assolaram a região no início do ano. Consequentemente, a iniciativa pretende assegurar o rápido regresso dos alunos às salas de aula.

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De acordo com dados oficiais, as intempéries destruíram diversas infraestruturas escolares. Este cenário comprometeu gravemente o ano letivo de milhares de crianças moçambicanas.

Detalhes do Financiamento e Impacto Direto

O montante global provém do fundo global “A Educação Não Pode Esperar”. Este mecanismo destina-se especificamente a apoiar o ensino em situações de emergência humanitária. Duas organizações de renome lideram a implementação do projeto no terreno.

As obras de construção dos 40 espaços temporários vão durar cerca de quatro meses. Além disso, o contrato prevê um período de garantia de boa execução de seis meses. Com esta medida, as equipas pretendem beneficiar diretamente cerca de quatro mil crianças.

Por outro lado, o projeto inclui a reabilitação ligeira de 30 salas de aula já existentes. Esta intervenção específica vai melhorar as condições de estudo de três mil alunos. No total, a iniciativa vai abranger 40 escolas e 60 salas de aula em ambas as províncias.

Desta forma, a assistência humanitária vai alcançar aproximadamente 30 mil estudantes. A província de Gaza vai concentrar a maior parte dos apoios, com 24 mil alunos beneficiados. Em contrapartida, a província de Maputo terá seis mil estudantes abrangidos.

O plano prevê ainda a distribuição de materiais didáticos de apoio ao ensino. Adicionalmente, cerca de duas mil raparigas vão receber kits de dignidade para apoiar a sua permanência na escola.

O Impacto Devastador das Cheias e Ciclones

Moçambique continua a figurar como um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas globais. O território nacional sofre ciclicamente com cheias e ciclones tropicais severos. Estes fenómenos ocorrem sobretudo durante a época chuvosa, de outubro a abril.

Balanços oficiais do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres indicam um cenário grave. Na última época chuvosa, o país registou 314 óbitos e mais de um milhão de pessoas afetadas. Além disso, as chuvas intensas danificaram cerca de 260 mil habitações.

Deste número de habitações, as equipas de socorro contabilizaram 211.655 inundadas. Outras 15.616 ficaram totalmente destruídas, enquanto 31.081 sofreram destruição parcial. O relatório oficial aponta ainda para a existência de 19 desaparecidos e 361 feridos.

As cheias registadas especificamente em janeiro causaram 43 mortes e feriram 147 pessoas. Nesse período, as autoridades registaram ainda nove desaparecidos. O desastre afetou mais de 715 mil pessoas em várias regiões do país.

Posteriormente, o ciclone Gezani fustigou a província de Inhambane em fevereiro. A tempestade provocou quatro mortes e afetou mais de nove mil residentes. Consequentemente, as necessidades de reconstrução aumentaram de forma considerável.

Por fim, o mau tempo causou estragos severos na rede de estradas nacional. As águas danificaram cerca de 9.735 quilómetros de vias terrestres. O balanço final aponta também para a destruição de 52 pontes e 237 aquedutos em todo o país.

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